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Trauma Infantil: o efeito da separação entre crianças e seus pais

Recentemente, vimos um grande caso de separação entre crianças imigrantes e seus pais nos EUA. Se para quem está fora do caso já é algo impactante, para as crianças o trauma pode ser muito maior.

Segundo Judith Cohen, professora de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Drexel, “as crianças pequenas têm o cérebro imaturo e dependem muito de seus pais para regular o que não podem regular ainda com seus cérebros e seus corpos”. De acordo com o psiquiatra Francisco Assumpção, coordenador do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria, essa falta de suporte dos pais durante a infância pode iniciar um processo traumático que pode afetar o desenvolvimento da criança. Para ele, “crianças que têm alterações de vínculo durante a idade precoce têm risco maior de desenvolver quadros depressivos e ansiosos e maior dificuldade de estabelecer relacionamentos com outras pessoas porque elas deixam de confiar nesses vínculos”. Isso pode afetar os menores de tal forma que se sintam inseguros até mesmo ao sair na rua ou se desenvolver com outras crianças na escola.

Ou seja, crianças que passam por esse tipo de trauma e não possuem o tratamento correto, podem se tornar adultos com diversos problemas de sociabilidade, principalmente quando os traumas ocorrem na primeira infância – do nascimento aos seis anos de idade. Cohen completa dizendo que há duas condições para evitar que crianças sejam traumatizadas: o acompanhamento de longo prazo e a reunificação rápida com seus pais.

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