FACEBOOK     INSTAGRAM     LINKEDIN         Atendimento 24 horas: +55 (16) 3209-1666.

Os perigos da gordura no fígado

A esteatose hepática, popularmente chamada de gordura no fígado, se caracteriza pelo acúmulo de gordura (triglicérides) no interior das células do fígado, uma glândula situada do lado direito do abdômen por onde circula grande quantidade de sangue. É normal ter um pouco de gordura neste órgão, mas quando mais de 5 a 10% dele é composto de gordura, o quadro deve ser tratado.

A gordura no fígado é uma condição cada dia mais comum, que pode manifestar-se também na infância e atinge, sobretudo, as mulheres. A esteatose hepática é classificada como alcoólica (provocada pelo consumo excessivo de álcool) e não alcoólica.

Entre os fatores de risco da esteatose hepática não alcoolica estão: sobrepeso, diabetes, má nutrição, perda brusca de peso, gravidez, cirurgias e sedentarismo. Há, ainda, evidências de que a síndrome metabólica (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides) e a obesidade abdominal estão diretamente associadas ao excesso de células gordurosas no fígado.

Como a doença é assintomática em seus quadros mais leves, pessoas com fatores de risco (principalmente excesso de peso) devem fazer consultas médicas periódicas para avaliar a necessidade de monitorar a quantidade de gordura no fígado. Os sintomas aparecem quando surgem as complicações da doença. Num primeiro momento, as queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.

É importante ressaltar que o aumento de gordura no fígado, constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como adquire um aspecto amarelado.

O diagnóstico de esteatose hepática é feito com ajuda de exames como ultrassom abdominal e exames de análises clínicas como níveis de TGO e TGP no sangue. É possível também fazer uma biópsia, mas, por ser um procedimento invasivo, ele é deixado para pacientes com indicação de cirurgia.

Não existe um tratamento específico para o fígado gorduroso. Ele é determinado de acordo com as causas da doença e baseia-se em três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. São mais raros os casos em que se torna necessário introduzir medicação.

Por sorte, o quadro é reversível com as mudanças de estilo de vida indicadas por seu médico. Por isso, se você está em um grupo de risco ou apresenta algum dos sintomas, procure no Hospital São Marcos por um Clínico Geral ou Gastroenterologista. O médico Hepatologista também é um dos especialistas que pode realizar o diagnóstico e tratamento.

Leave a Reply

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Cadastre-se para receber nossas novidades: