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Desmistificando a Eletroconvulsoterapia

A eletroconvulsoterapia (ECT), popularmente conhecida como eletrochoque, é um tratamento clínico psiquiátrico que envolve a indução de uma crise convulsiva por meio de uma corrente elétrica. Na prática, isso significa que o cérebro é induzido a apresentar uma atividade igual à observada em crises epilépticas, entretanto, a crise ocorre apenas no cérebro, já que o corpo se encontra sob o efeito de relaxantes musculares.

A ECT foi usada inicialmente em quadros graves de esquizofrenia e, posteriormente, se mostrou extremamente útil no tratamento de transtornos afetivos, em especial na depressão. Atualmente a técnica pode ser utilizada nos pacientes com os diagnósticos de Depressão, Transtorno Afetivo Bipolar ou Esquizofrenia resistentes ao tratamento, ou seja,que não melhoram com as medicações psiquiátricas atualmente existentes. Diferentemente do que se imagina, o tratamento não causa nenhum dano cerebral e, na verdade, pode ajudar a prevenir alterações no funcionamento e estrutura do cérebro causadas pelo curso crônico da depressão.

Embora seja um tratamento muito seguro e apresente inúmeros benefícios, o uso da ECT na psiquiatria moderna permanece relativamente restrito, por diversas causas, entre elas o estigma arraigado no imaginário popular de que é uma forma desumana de castigo, dor e tortura. No entanto, a técnica é indolor ao paciente e envolve uma rigorosa avaliação clínica, que inclui exames clínicos, de imagem e laboratoriais; indução anestésica; uso de relaxantes musculares para garantir que a crise seja leve e um período de recuperação pós-anestésico. O conselho Federal de Medicina (CFM), em sua resolução número 1640/2002 regulamenta o uso da ECT, definindo todos os cuidados necessários para com o paciente que será submetido à essa técnica.

O tratamento pode ocorrer em um hospital ou instituição psiquiátrica em regime de internação integral ou ainda em nível ambulatorial, dependendo da gravidade. E para sua realização é necessário o consentimento por escrito do paciente e, eventualmente, também dos familiares.

Habitualmente, após uma série de sessões de ECT a pessoa continua o tratamento com as medicações prescritas pelo médico. Nos casos em que a eficácia do tratamento não produzir uma melhora duradoura, as sessões podem ser repetidas como tratamento de manutenção.

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